terça-feira, 9 de outubro de 2007

O AMOR


A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas necessárias para a sua manutenção e motivação.
Fala-se do amor das mais diversas formas: amor físico, amor platônico, amor materno, amor a Deus, amor à vida. É o tipo de amor que tem relação com o caráter da própria pessoa e a motiva a amar (no sentido de querer bem e agir em prol).
As muitas dificuldades que essa diversidade de termos oferece, em conjunto à suposta unidade de significado, ocorrem não só nos idiomas modernos, mas também no grego e no latim. O grego possui outras palavras para amor, cada qual denotando um sentido específico. No latim encontramos amor, dilectio, charitas, bem como Eros, quando se refere ao amor personificado numa deidade.
Amar também tem o sentido de gostar muito, sendo assim possível amar qualquer ser vivo ou objeto.

Amor platônico é uma expressão usada para designar um amor ideal, alheio a interesses ou gozos. Um sentido popular pode ser o de um amor impossível de se realizar, um amor perfeito, ideal, puro, casto. Trata-se, contudo, de uma má interpretação da filosofia de Platão, quando vincula o atributo "platônico" ao sentido de algo existente apenas no plano das idéias. Porque Idéia em Platão não é uma cogitação da razão ou da fantasia humana. É a realidade essencial. O mundo da matéria seria apenas uma sombra que lembraria a luz da verdade essencial.
Disso pode-se concluir que o amor Platônico é uma interpretação equivocada do conceito de Amor na filosofia de Platão. O amor em Platão é falta. Ou seja, o amante busca no amado a Idéia - verdade essencial - que não possui. Nisto supre sua falta e se torna pleno, de modo dialético, recíproco. Nem de longe é a noção de amor covarde que nunca se realizará.
Em contraposição ao conceito de Amor na filosofia de Platão está o conceito de Paixão. A Paixão seria o desejo voltado exclusivamente para o mundo das sombras, abandonando-se a busca da realidade essencial. O amor em Platão não condena o sexo, ou as coisas da vida material.

No amor reside o sentimento de gratidão, instintivo, compaixão, doar-se sem a consciente intenção de esperar algum retorno. É o caso do amor oriundo da troca diária de afeto, tolerância, respeito e zelo, entre os cônjuges. É o caso do amor instintivo da mãe ou do pai pelo filho, do filho pela mãe ou pelo pai.O amor, na verdade não se divide em várias formas de amor (de pai, de mãe, de irmão, de amigos, etc). Só que o amor por cada uma dessas pessoas necessita de um complemento diferente para resistir ao tempo.
Entre amigos, por exemplo, deve haver confiança e empatia. Entre pai, mãe e irmãos deve haver respeito e cumplicidade. Entre marido e mulher os complementos são basicamente os mesmos, mas acrescenta-se á eles o sexo. É o sexo que mantém junto o casal, que faz com que os dois "sejam um". É por isso que muitas vezes casamentos se acabam quando o sexo não é bom ou não existe. Os amantes passam a ser apenas amigos que vivem sob o mesmo teto.
"Amor é o misterioso componente da vida que faz todos os dias terem sol"
"Amar é sentir na felicidade do outro a própria felicidade."

O QUE DEU EM MIM?


"Sempre ostentei a certeza inabalável deque todos os políticos eram inteiramente vagabundos, irrecuperavelmente vagabundos, insofismavelmentevagabundos. A idéia de queeles possam ser apenas meio vagabundos contrariatodo o meu sistema de valores"
Mônica Veloso está na capa da Playboy. No alto da página, à altura de seu gogó, a menos de 10 centímetros de sua célebre tatuagem de borboleta, destaca-se a seguinte frase dita por mim numa entrevista: "Políticos são todos meio vagabundos".
Meio vagabundos? O que deu em mim? Estou perdendo o azedume? Estou perdendo o discernimento? Sempre ostentei a certeza inabalável de que todos os políticos eram inteiramente vagabundos, irrecuperavelmente vagabundos, insofismavelmente vagabundos. A idéia de que eles possam ser apenas meio vagabundos contraria todo o meu sistema de valores. Quem é meio vagabundo possui outra metade que, em tese, pode ser um tantinho menos vagabunda. Isso atenta contra todas as minhas crenças. Em teoria política, sou menos Tocqueville e mais W.C. Fields, o maior de todos os pensadores da matéria.
A frase sobre a vagabundice dos políticos reproduzida pela Playboy se referia a Lula. A quem mais poderia referir-se, tendo sido pronunciada por mim, o mais conhecido lulófobo do planeta? Se eu considerasse os políticos apenas meio vagabundos, conforme declarei à revista, teria caído na mesma cilada de outros jornalistas e parajornalistas, que passaram os últimos trinta anos alimentando o engodo de que Lula era diferente dos demais políticos. Eu fiz o contrário: repeti o tempo todo que ele era igual a José Sarney, a Fernando Collor, a Jader Barbalho, a Paulo Maluf, a Renan Calheiros. O mesmo Renan Calheiros que, nas páginas da Playboy, aparece promiscuamente ensanduichado entre mim, o lobista da Mendes Júnior e Mônica Veloso.
Sempre me arrependo de dar entrevistas. Em primeiro lugar, porque tenho pouco a dizer. Em segundo lugar, porque acabo piorando esse pouco, como no caso da frase sobre os políticos meio vagabundos. Só dei a entrevista à Playboy para tentar vender meia dúzia de cópias a mais de meu livro de crônicas sobre as estripulias do lulismo. No livro, eu – o cronista em primeira pessoa – represento o heróico papel de caçador. Lula é a caça. Como caçador, meu desempenho é semelhante ao do vice-presidente americano Dick Cheney, que, embriagado, acertou um tiro no rosto de um de seus melhores amigos. Suponho que Dick Cheney recorde o episódio com carinho, assim como eu recordo com carinho as estripulias lulistas.
Ainda há quem esteja disposto a se perverter em favor de Lula, como os 34 fascistóides que, na última quinta-feira, incendiaram cópias de VEJA na frente da sede da Editora Abril, no Rio de Janeiro. Mas o que pode acabar prevalecendo no Brasil, com um mínimo de sorte, é o conceito radicalmente democrático de que precisamos incrementar os mecanismos de alerta contra os políticos. Porque todos eles – é um fato – são vagabundos.

BANCO DEL SUR: ALGUÉM DUVIDA DE SEUS PROPÓSITOS?


O ministro das Finaças da Bolívia, Luis Arce, anunciou que o Banco do Sul, propuesto pelo presidente de Venezuela, Hugo Chávez, conta com o respaldo da Bolívia e da Argentina e, provavelmente, do Equador e do Brasil. E surgiu depois de cinco anos de crescimento econômico na região, que permitiu ao Brasil e à Argentina pagar antecipadamente ao FMI 26 bilhões de dólares em 2006.
Arce disse que a proposta de Chávez vai cubrir o vazio que pouco a pouico estão deixando os organismos multilaterais tradicionais. "A concessão de empréstimos foi reduzida e essa é um golpe mortal para países como os nossos", disse Arce. "Na América do Sul necessitamos de um organismo financeiro que solucione o problema da concessão de empréstimos que está sendo fechada", agregou.
O ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, classificou de "interessante" a iniciativa venezuelana, porque poderia aumentar o volume financeiro para projetos de integração regional.
O ministro das Finanças da Venezuela, Rodrigo Cabeza, disse que o "Banco do Sul" teria um capital inicial de 7 bilhões de dólares, dos quais 1.400 milhões seriam desembolsados por seu país.
A imprensa local da Argentina publicou que o país poderia contribuir com 10% de suas reservas internacionais de 3.500 milhões de dólares para a iniciativa de Chávez.
O secretário da Fazenda do México, Agustín Carstens, disse que vê com bons olhos a criação do "Banco do Sul" sempre e quando se converta em veículo de cooperação para a região. "Todo esforço de colaboração entre diferentes países sempre é bom", disse Carstens a jornalistas.
O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Luis Alberto Moreno, não quis comentar sobre o plano de Chávez com a imprensa na Guatemala, onde participa da reunião anual do BID.


Fonte: Cadena Global

O GÊNIO


Paul Cézanne (1839-1906), Aix-en-Provence – França.
Cézanne pertencia a uma família tradicional e seu pai, banqueiro e autoritário, não aceitava a idéia do filho ser artista. Mas Cézanne tinha dificuldades para enfrentá-lo. Com o apoio de sua mãe, o pai acabou cedendo ao desejo do filho, que abandonou a faculdade de Direito e viajou a Paris, em 1861, para aperfeiçoar os estudos em pintura. Apesar da presença de seu grande amigo de infância, o (futuro) escritor Émile Zola, Cézanne não conseguiu adaptar-se ao ambiente artístico parisiense e, após seis meses, retornou a Aix e começou a trabalhar no banco do pai. Descontente com sua vida, largou o trabalho e voltou a Paris em 1862, quando passou a receber dinheiro do pai para se manter. Porém, não havia espaço para pintores inovadores em meio à arte acadêmica de Paris. Cézanne foi diversas vezes recusado no Salão Oficial, além de ser reprovado nos exames de ingresso na Escola de Belas Artes de Paris. Isto só veio a agravar sua instabilidade emocional, que o fazia voltar freqüentemente a Aix. Mesmo conhecendo vários artistas, seu modo de ser, irritadiço, tímido e aborrecido, impediu-o de travar relações duráveis com os grupos parisienses, fazendo com que o seu isolamento se tornasse cada vez maior. Em 1886, Cézanne rompeu relações com Zola que este publicou o romance A Obra - no qual o personagem principal é um artista fracassado com pensamentos e personalidade que se assemelhavam aos de Cézanne. Esse episódio trouxe muita dor a Cézanne e somou-se à morte do seu pai no mesmo ano. Passou a viver ainda mais isolado, obstinado em sua busca artística, contrariado com certas opiniões e depressivo. A personalidade anti-social do artista fica visível nas obras em que trata personagens humanos, como em Mulher com cafeteira, na qual a frieza e a rigidez da mulher a aproxima da própria figura da cafeteira. Segundo Márcio Doctors, é este isolamento do artista, sua busca por uma nova verdade para a arte a partir do mergulho em sua solidão intelectual, que irá gerar o mito anti-heróico de Cézanne, um dos mártires do início da Arte Moderna.Mesmo nas obras do período em que esteve junto aos impressionistas, em 1872, é o aspecto solitário das pesquisas de Cézanne que salta aos olhos, a sua singularidade e a dificuldade de aquietar-se com os ideais artísticos de um grupo. O Impressionismo tomava a natureza pelo seu aspecto passageiro e traduzia-a em termos óticos, efeitos de luz e cor. Essa concepção efêmera da natureza não condizia com o pensamento de Cézanne. Por volta de 1878 ele afastou-se dos impressionistas para buscar a permanência da natureza através de sua estrutura construtiva. Começou a desenvolver seu próprio estilo, atento ao aspecto bidimensional da pintura. Cézanne não cria a ilusão do espaço, mas o constrói com objetos, na solidez de suas formas e volumes simplificados em sua essência geométrica. Afirmava que "tudo na natureza se modela como a esfera, o cone e o cilindro", tornando volume e espaço um só corpo estrutural. A cor modela a forma, como podemos observar em Natureza morta com maçãs e laranjas, e a pincelada constrói a cor, como podemos ver em Pirâmide de crânios.Se crises depressivas acompanharam Cézanne por toda sua vida, foi sem dúvida a persistência, forte marca de sua personalidade, uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento de sua genialidade artística. Sua pintura, que costuma ser enquadrado entre os pós-impressionistas, abriu novos caminhos para a arte do século XX, e trouxe uma nova concepção de percepção da realidade. Em obras como A montanha de Saint Victoire, o artista prenuncia as pesquisas do Cubismo.

A arte de demitir


A demissão ou renúncia de ministros envolvidos em escândalos pode evitar ou corrigir a perda de popularidade do presidente ou primeiro-ministro, funcionando como um mecanismo corretivo da popularidade.Essa é a tese de Torun Dewan e Keith Dowding, politólogos da London School of Economics, em artigo publicado no “American Journal of Political Science”. Com base nesse estudo sobre a relação entre escândalos políticos e a popularidade de um presidente ou primeiro-ministro, o cientista político Sérgio Abranches analisa como esse modelo se aplica ao caso da relação entre o presidente Lula e os três principais ministros de seu primeiro governo, demitidos por envolvimento em escândalos: José Dirceu, Luiz Gushiken e Antonio Palocci.Em artigo publicado este ano na “American Political Science Review”, o mesmo Torun Dewan e David Myatt, economista da Universidade de Oxford, desenvolveram um modelo formal que analisa as demissões ou a proteção de ministros como uma decisão estratégica do primeiro-ministro ou do presidente, para administrar os efeitos de escândalos na sua popularidade em longo prazo.Embora analisem o governo inglês, os estudiosos dizem que o modelo pode ser utilizado para avaliação de qualquer governo. E Abranches mostra como Lula foi absolutamente bemsucedido nessa estratégia.Como explica Sérgio A b r a n c h e s , D e w a n e Dowding argumentam que, mesmo quando constrangido por acordos de formação de coalizões, o chefe do Executivo tem controle direto sobre a composição de seu Ministério, podendo, portanto, substituir ministros que estão comprometendo o desempenho ou a imagem do governo, por outros que possam ter um efeito positivo sobre sua popularidade, como é o caso brasileiro.Segundo Sérgio Abranches, Dewan e Myatt adicionam, no artigo mais recente, alguns elementos novos “muito interessantes”. O primeiro é que eles diferenciam os ministros “queimados” por envolvimento em escândalos dos ministros “limpos” e mostram que, uma vez “queimado”, o ministro tende a ficar firme no cargo, porque estar no poder é um recurso importante de defesa e “blindagem”.Embora não seja ministro, o presidente do Senado, Renan Calheiros, é figura fundamental na coalizão que sustenta o governo e está utilizando essa tática para enfrentar as acusações que ameaçam cassar-lhe o mandato.Nesses casos, dizem os estudiosos ingleses, o chefe do Executivo, por sua vez, pode decidir proteger esse ministro na primeira “queimada”, na esperança de que o escândalo passe e seja rapidamente esquecido. O ministro fica “queimado” até que o escândalo se dissipe.Mas dificilmente o chefe do Executivo manterá a proteção se o escândalo não passar ou novos escândalos (ou fatos novos do mesmo escândalo) “queimarem” ainda mais o ministro, porque o custo da proteção em popularidade se torna alto demais. Nesse caso, prevalece, segundo os autores, a regra “duas vezes, fora”. É o que pode estar acontecendo com Renan no momento em que seu processo está chegando ao fim.Outro elemento inovador do modelo de Dewan e Myatt, segundo Abranches, diz respeito ao “ativismo na iniciativa de formulação de políticas públicas”. Os autores levantam duas hipóteses relevantes. “A primeira é que governos marcados por chefes de Executivo com alta propensão a substituir ministros para favorecer sua popularidade tendem a ter um índice menor de iniciativa na formulação de políticas e muito menos ousadia”.A propensão do chefe a demitir para se preservar “põe todos os ministros na defensiva e reduz a ação governamental”, explica Abranches.Além disso, se o chefe tende a demitir ministros a quem deu apoio ou prometeu proteger, perde a credibilidade com os substitutos, que já chegam ao governo hipercautelosos e convencidos de que, se forem “queimados”, não terão a proteção do presidente ou primeiro-ministro, in de pe nd en te me nt em en te das promessas que lhe tenham sido feitas por ele.O segundo elemento tem a ver com a estratégia de um ministro que tem como sua melhor defesa o ativismo na ação governamental, e usa o ativismo para receber a proteção do chefe. Segundo o estudo, a proteção se justifica para o chefe do Executivo quando o escândalo não é muito doloroso e o ativismo é importante.Se a capacidade de recuperação do ministro é alta, ministros “queimados” por escândalos de menor envergadura tendem a se recuperar rapidamente, e uma certa dose de proteção tem mais benefício do que custo, em termos do balanço popularidade x eficácia governamental.Sérgio Abranches enquadra nessa categoria o caso do Ministro da Fazenda Antonio Palocci, como veremos.É preciso registrar, ainda, ressalta Abranches, que, como indicaram Dewan e Dowding, na sua análise do caso inglês, a economia também tem um papel importante na determinação da popularidade do governo.No caso do primeiro governo Lula e deste início de segundo mandato, esse papel é claro, analisa: “A velocidade com que Lula recuperou sua popularidade, à medida que se afastou dos principais protagonistas dos escândalos, demitindoos do governo e isolando-se em relação a eles, certamente tem a ver com o progresso do conforto econômico para as classes populares e médias decorrentes do extraordinário desempenho da economia em 2005 e, principalmente, em 2006”.No entanto, ele diz que “não há muitos elementos” que permitam atribuir o desempenho medíocre do governo em várias áreas a essa propensão do presidente a demitir ministros “queimados” em escândalos e descumprir promessas de proteção.“A falta de ativismo das políticas públicas pode pode ter a ver com outros fatores de ordem política e gerencial”, adverte o cientista político.


MERVAL PEREIRA

ETA reacciona a las detenciones de Batasuna atentando contra un escolta


La banda terrorista ETA ha atentado contra Gabriel Giner, escolta de un concejal del PSE, cuando se encontraba libre de servicio. Los terroristas han colocado una bomba lapa en el coche oficial, situado en la Campa Ibaizabal, un pequeño parque del barrio de La Peña, en Bilbao. El escolta, que ha resultado herido, había recorrido en el vehículo unos 400 metros cuando el artefacto hizo explosión.
El secretario de Estado de Seguridad, Antonio Camacho, precisó que las fuerzas del orden trabajan con la hipótesis de que se tratara de una bomba lapa compuesta por amonal situada en los bajos de la parte trasera del vehículo, un Renault Megane blanco, cerca del depósito de gasolina, aunque ha insistido en que la investigación todavía sigue su curso.
La bomba lapa estaba compuesta por un kilo de amonal según fuentes de la investigación citadas por Efe. El artefacto estalló alrededor de la 13.30 horas en la calle Zamakola. El tramo que había recorrido el escolta era llano por lo que el artefacto podría llevar un mecanismo de péndulo que hace estallar el explosivo cuando hay una cuesta o un bache en la calzada, aunque esta hipótesis todavía no ha sido confirmada de forma definitiva.
Antonio Camacho ha explicado que "el atentado pretendía comprometer la vida de una persona", pero ha añadido que la Ertzaintza "no reunido aún datos suficientes para saber si el objetivo era el escolta o el concejal". En el momento de la explosión en el vehículo sólo iba el guardaespaldas, pero el hecho de que la bomba estuviera colocada en la parte trasera del coche hace que no se descarte la hipótesis de que el objetivo de ETA fuera el edil, que hoy se encontraba de vacaciones.

El guardaespaldas solía proteger al concejal del PSE Juan Carlos Domingo, número dos de la localidad de Galdácano, aunque en el momento del atentado se encontraba libre de servicio. Los médicos le han atendido en el lugar del atentado. Más tarde ha sido trasladado al hospital de Cruces, en Barakaldo. Giner Colás trabaja para la empresa de seguridad Seguriber.
Durante su rueda de prensa, Camacho ha trasladado la solidaridad del Gobierno al escolta herido y ha destacado que "ETA ha vuelto a fracasar". Asimismo, ha añadido que "las fuerzas de Seguridad trabajan hora a hora para garantizar la seguridad ciudadana" y que "nuestra voluntad, es, sin duda, acabar con la banda terrorista".
El líder del PP, Mariano Rajoy, ha confirmado en una entrevista en Onda Cero que Gabriel Giner es militante del PP en su ciudad natal, Zaragoza, a la que tenía previsto regresar próximamente.
Momentos después del atentado algunas agencias informativas distribuyeron una nota en la que daban por muerto al escolta, información que fue recogida por elmundo.es. Posteriormente el Ministerio del Interior desmintió este extremo y precisó que la víctima había resultado herida.
Gabriel Giner, de 36 años y natural de Zaragoza, tiene quemaduras de segundo y tercer grado en la cara y en las manos, aunque sus constantes vitales son "buenas" y ha permanecido, en todo momento, consciente. Presenta, además, una herida incisa no penetrante a nivel escapular derecho y mantiene la situación hemodinámica y respiratoria absolutamente normales, según el parte emitido por el Hospital de Cruces, en cuya Unidad de Grandes Quemados ha quedado ingresado.

La onda expansiva causó heridas leves a otras tres personas que fueron atendidas en el lugar del atentado por los servicios sanitarios y que presentaban lesiones localizadas en los oídos, indicó la Ertzaintza. La explosión, que calcinó el coche del escolta, alcanzó también a otros vehículos y contenedores cercanos.
Vecinos del barrio de La Peña explicaron que el escolta herido salió por su propio pie tras las explosión registrada en su vehículo y estuvo respondiendo a las preguntas de un agente de la Policía Municipal.
Un vecino, que llegó al lugar de los hechos "justo después de la explosión", relató que vio "un coche en llamas y un hombre herido de 1,80 de altura con quemaduras importantes en la cara". El escolta, según indicó, "estaba sentado en un parque" situado al lado de donde se produjo la explosión, y podía caminar.
Encarcelamiento de la cúpula de Batasuna
Es el primer atentado de ETA desde que el juez de la Audiencia Nacional, Baltasar Garzón enviara a prisión a 17 miembros de la cúpula de Batasuna, el pasado domingo. Después de que se efectuaran las detenciones el pasado jueves,el dirigente 'abertzale' que no fue detenido, Pernando Barrena, advirtió de "los tiempos oscuros" y del "nuevo ciclo de violencia" que se avecinan.
Tanto para Garzón como para el director general de la Policía y la Guardia Civil, Joan Mesquida, la ilegalizada formación ha mostrado que, desde la ruptura del alto el fuego, no tiene la voluntad de "acabar con la violencia terrorista", sino "coadyuvar renovadamente a la consecución de los fines" de ETA "por medio del recurso a la violencia".
Esta misma mañana, el ministro del Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, anunciaba que se han extremado las medidas de seguridad especialmente en Madrid, ante la posibilidad de que ETA pretenda cometer un atentado el próximo viernes 12, día de la Fiesta Nacional.
En este sentido, el titular de Interior recordó que ETA intentó atentar en Madrid durante el pasado debate sobre el estado de la Nación.
Además del atentado en Bilbao contra Gabriel Giner, tras la ruptura del alto el fuego, ETA ha intentado atentar en otras siete ocasiones. Sólo consiguió materializar dos; una el pasado 25 de septiembre, cuando explotó una bomba junto a la comisaría de la localidad guipuzcoana de Zarautz, y otra el 24 de agosto, contra el cuartel de la Guardia Civil de Durango, donde dos agentes resultaron heridos leves.
FONTE: EL MUNDO (ESPANHA)

BÁRBAROS DO SÉCULO XXI




Imagens do pan-arabismo totalitário, uma tendência que nega o passado, a cultura e tolerância árabes – mas cresce em muitas partes do mundo, em outro sinal de que o fundamentalismo é uma das grandes ameaças à humanidade, no século 21
Junto com a onda do fundamentalismo islâmico, surgiu uma onda de pan-arabismo racista e totalitário − e, ao menos num caso, genocida. O sinal mais trágico nesse sentido vem do Darfur, onde, como se sabe, bandos armados de etnia árabe estão perpetrando um verdadeiro genocídio das populações de origem africana. O Darfur é o caso mais terrível: mas denúncias graves de racismo e opressão das minorias não-árabes surgem em muitos outros Países, desde a Somália até a Argélia.
As duas ondas, de fundamentalismo e de racismo pan-árabe, são ligadas, paralelas, sincrônicas, e muitas vezes elas se justificam uma à outra. A implementação forçosa e brutal do Corão e dos preceitos salafistas reforçam e, muitas vezes, justificam a aniquilação cultural, social e espiritual de outros povos e, nos casos mais graves, até a eliminação física.
No caso do Darfur, a matriz racista é claríssima, embora seja misturada com a disputa (econômica) pela posse do território. As tribos árabes nômades do deserto sudanês estão tentando (e conseguindo, graças à inércia e ao descaso internacional) massacrar e expulsar de suas terras as tribos negras de cultivadores, com o apoio − ou no mínimo a complacência − do governo central de Kartum, que barra as iniciativas internacionais de socorro. Há uma tentativa clara de fazer daquela região uma área só árabe. Nenhum governo árabe se manifestou a respeito. Em compensação, o intelectual palestino Khaled al-Kharoub escreveu no jornal Al-Ittihad (Emirados Árabes) um artigo intitulado: “Os árabes e a indiferença racista a respeito da tragédia no Darfur”. “Nenhum árabe”, escreve al-Kharoub “pode se declarar inocente da indiferença racista em relação aos crimes contra a humanidade cometidos no Darfur, nos últimos quatro anos, bem diante dos olhos de árabes e muçulmanos. A maioria de nós contenta-se em repetir o velho chavão da conspiração ocidental ou israelense contra o Sudão”.
Na Somália, os senhores da guerra islamistas estão implementando o wahabismo da forma mais brutal, deturpando a cultura somali e forçando a transformação de um país africano numa “colônia” arabizada sem nenhuma ligação com as raízes da população, onde os árabes são uma pequena minoria.



Roberto Cattani - Le Monde Diplomatique Brasil