
A retirada segura das tropas americanas do Iraque vem sendo o assunto mais quente dos debates entre os pré-candidatos democratas à presidência. Mas a falta de consenso entre eles sobre a melhor maneira de promover essa retirada vem colocando em dúvida a própria competência dos democratas. O debate realizado em Iowa provou que o atoleiro iraquiano dividiu os 8 candidatos democratas em dois grupos distintos. E, pela correlação de forças entre esses grupos, já se pode antever a estratégia que um futuro presidente democratá irá adotar no Iraque.
O primeiro grupo tem seu nome mais forte no governador do Novo México, Bill Richardson, atualmente em quarto lugar na preferência dos democratas. Se for eleito em 2008, Richardson pretende promover a retirada total das tropas em oito meses. Ele argumenta que não há possibilidade de pacificar o Iraque enquanto houver um único soldado americano por lá. Essa tese também é defendida pelos sunitas e por parte dos xiitas, ou seja, encontra apoio em atores estratégicos para o processo de paz.
Já o segundo grupo tem como expoente mais destacado o senador Joe Biden. Mesmo sem chances de conquistar a indicação do partido, ele é bastante influente. Na sua visão, não há logística que permita a saída segura das tropas no tempo previsto por Bill Richardson. Além disso, Biden acredita que será preciso manter uma força residual no país enquanto se negocia o grande acordo para reconciliar as três grandes etnias iraquianas. Posição semelhante tem Hillary Clinton, a favorita até aqui entre os democratas.
O primeiro grupo tem seu nome mais forte no governador do Novo México, Bill Richardson, atualmente em quarto lugar na preferência dos democratas. Se for eleito em 2008, Richardson pretende promover a retirada total das tropas em oito meses. Ele argumenta que não há possibilidade de pacificar o Iraque enquanto houver um único soldado americano por lá. Essa tese também é defendida pelos sunitas e por parte dos xiitas, ou seja, encontra apoio em atores estratégicos para o processo de paz.
Já o segundo grupo tem como expoente mais destacado o senador Joe Biden. Mesmo sem chances de conquistar a indicação do partido, ele é bastante influente. Na sua visão, não há logística que permita a saída segura das tropas no tempo previsto por Bill Richardson. Além disso, Biden acredita que será preciso manter uma força residual no país enquanto se negocia o grande acordo para reconciliar as três grandes etnias iraquianas. Posição semelhante tem Hillary Clinton, a favorita até aqui entre os democratas.
Coube a Bill Richardson a tarefa de provocar o embate entre os dois grupos no último debate. Ele perguntou a Joe Biden qual o tamanho dessa força residual: "Seriam 25 mil, 50 mil ou 75 mil soldados?". Biden não quis oferecer um número preciso. No seu plano para o Iraque, ele estima esse contigente em 20 mil soldados (1/6 da força atual). Mas a questão principal, segundo o senador, é como sair do Iraque sem deixar o país em frangalhos. Só a fixação de zonas autônomas para curdos, sunitas e xiitas pode criar as condições, na sua visão, para pacificar o país.
Nesse ponto, Hillary se distancia de Joe Biden. Ela insiste na tecla de que que é preciso pressionar (ainda mais) o governo iraquiano para apressar a aprovação de medidas necessárias para a união nacional, como a polêmica lei do petróleo. Barak Obama, por sua vez, assume uma posição intermediária entre Hillary Clinton e Joe Biden. Ele não pretende retirar todas as tropas do Iraque, mas não quer que a criação de zonas autônomas seja uma imposição americana. "Porque se isso acontecer", afirma Obama, "a situação pode piorar ainda mais".
Resumindo a opereta, a retirada do Iraque é o ponto-chave para a eleição de um presidente democrata. O partido não pode abrir mão disso. A questão é como será conduzida essa retirada. Considerando que o grupo de Hillary e Obama tem mais "bala na agulha" e que um dos dois deve ser o novo presidente, não é nenhuma maluquice prever que os democratas vão levar cerca de 2 anos para retirar a maior parte das tropas. Mas a tal "força residual" permanecerá.
Quanto às zonas autônomas, há uma forte probabilidade de que venham a fazer parte da estratégia do próximo presidente. Principalmente se Hillary escolher Joe Biden como seu secretário de Estado.
Nesse ponto, Hillary se distancia de Joe Biden. Ela insiste na tecla de que que é preciso pressionar (ainda mais) o governo iraquiano para apressar a aprovação de medidas necessárias para a união nacional, como a polêmica lei do petróleo. Barak Obama, por sua vez, assume uma posição intermediária entre Hillary Clinton e Joe Biden. Ele não pretende retirar todas as tropas do Iraque, mas não quer que a criação de zonas autônomas seja uma imposição americana. "Porque se isso acontecer", afirma Obama, "a situação pode piorar ainda mais".
Resumindo a opereta, a retirada do Iraque é o ponto-chave para a eleição de um presidente democrata. O partido não pode abrir mão disso. A questão é como será conduzida essa retirada. Considerando que o grupo de Hillary e Obama tem mais "bala na agulha" e que um dos dois deve ser o novo presidente, não é nenhuma maluquice prever que os democratas vão levar cerca de 2 anos para retirar a maior parte das tropas. Mas a tal "força residual" permanecerá.
Quanto às zonas autônomas, há uma forte probabilidade de que venham a fazer parte da estratégia do próximo presidente. Principalmente se Hillary escolher Joe Biden como seu secretário de Estado.



